Ciranda, cirandinha
vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta,
volta e meia vamos dar.
O anel que tu me destes
era vidro e se quebrou
o amor que tu me tinhas
era pouco e se acabou.
Por isso Dona Sancha
faz favor de entrar na roda
diz um verso bem bonito
diga adeus e vai se embora.
Saci-pererê de uma perna só
Conheço você da história da vovó
Cachimbo na boca soltando fumaça
Você é uma graça!
Brincadeira
REINO DOS SACIS 1- Num canto do terreno, marca-se o "palácio", onde fica um jogador, o "saci-rei".
2- Os demais "sacis" dispersam-se à vontade pelo campo.
3- Ao sinal de início, os sacis dirigem-se, pulando num pé só, ao palácio real, para provocar o rei.
4- De repente, este anuncia: "O rei está zangado!", saindo a persegui-los, também aos pulos.
5- Ele mesmo leva ao palácio o primeiro saci que pega e o nomeia seu "ajudante".
6- A brincadeira recomeça, tal como antes, saindo agora os dois em perseguição aos demais, após novo aviso do rei e, assim por diante.
7- O último apanhado será o novo rei, na repetição do jogo.
Regra:
Ninguém pode apoiar os dois pés no chão, exceto nos seguintes casos:
a) Quando o jogador estiver dentro do palácio;
b) Quando o jogador estiver cansado, devendo, porém, ficar parado num mesmo lugar, ocasião em que poderá ser apanhado.
OBS: O jogador que colocar os dois pés no chão, exceto nos casos acima, será aprisionado e ficará dentro do palácio até outro ser preso, só então podendo voltar a jogar.
Saci- Pererê O saci é um rapaz negro de uma perna só, que fuma um cachimbo de barro e, usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como sumir e aparecer onde quiser. Ele adora fazer travessuras, como esconder as coisas, soltar animais dos currais e derramar sal nas comidas. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um saci, e quem conseguir pegar sua carapuça, fará do saci seu escravo para o resto da vida.
Iara A Iara, também conhecida como "Mãe D'água" ou "Uiara" é uma bonita sereia, metade mulher metade peixe, que mora no fundo do mar. Diz a lenda que ela aparece no fim da tarde e senta-se à beira do rio, onde canta e encanta os homens, para depois levá-los para o mar. Um índio, chamado Tapuia, tentou fugir da sereia, mas não conseguiu esquecer sua voz e acabou indo de canoa ao encontro dela, que o levou para o fundo do mar.
O Boto Rosa É uma lenda da Amazônia, na qual os botos rosas do Rio Amazonas transformam-se, à noite, em homens muito bonitos e saem para conquistar as moças das cidades próximas. Eles sempre usam um chapéu e saem muito arrumados para as festas, por isso, as mães dizem para suas filhas não paquerarem rapazes bonitos porque um deles pode ser o boto disfarçado. O boto rosa era bastante comum no Rio Amazonas mas, por causa das lendas, foi muito procurado e caçado e se tornou uma espécie em extinção.
Curupira O Curupira é um pequeno índio peludo, com os pés virados para trás, que vive montado em um porco do mato e é protetor das plantas e animais das florestas. Para atrair suas vítimas, ele chama as pessoas para dentro da floresta cantando. Como seus pés são virados para trás, ele despista os caçadores, que seguem rastros falsos até ficarem perdidos na mata. Ele também é conhecido como Caipora ou Caapora e protege fêmeas grávidas e os filhotes de animais.
Lobisomen Dizem que se uma mulher tiver sete filhas e o oitavo for um menino, ele será um lobisomem (mistura de lobo e homem). Quando ele completa 13 anos, a maldição começa e, na primeira noite de lua cheia, ele vai até uma encruzilhada e se transforma em lobisomem pela primeira vez. A partir daí, ele vira lobisomen toda sexta-feira de lua cheia e corre pelas ruas e estradas desertas uivando com uma matilha de cachorros, voltando a ser homem ao amanhecer. O lobisomen faz parte do folclore de outros países também, desde a Grécia e Roma antigas.